sexta-feira, 13 de junho de 2014

O balanço do amor

O amor é como um balanço. Às vezes, você precisa de um pouco de esforço até fazê-lo entrar em movimento. Outras vezes, você apenas senta, outra pessoa é quem dá um empurrãozinho e quando você percebe, já está embalado.

Como nem todo mundo é igual, pode ser que você sinta-se incomodado com o ritmo que a coisa tomou. Se estiver muito lento, você tem dois caminhos: colocar os pés no chão e fazer uma forcinha para  engrenar. Ou você pula fora e vai procurar um gira-gira, onde irá rodar, rodar, rodar até vomitar. E depois, quem sabe, vai querer voltar para o balanço.

Também pode acontecer de estar indo muito rápido. Nestes casos, é preciso um pouco mais de coragem na hora de pular, pode ser que você vá se machucar. Um joelho ralado, um queixo machucado, um coração despedaçado. Geralmente, passa um tempo de molho, mas logo, logo já está pronto para outra. Quase sempre, deixa uma cicatriz. No início, quando você a vê, lembra do tombo que levou. Depois de algum tempo, nem percebe mais que está ali e vira apenas uma lembrança do que passou.

Um amor ideal se parece com o balanço em ritmo constante, às vezes perto, às vezes longe, mas nunca parado. Nunca fora do seu compasso. Um amor verdadeiro nem sempre é o ideal. Talvez seja preciso balançar um pouco mais rápido, um pouco mais alto ou bem rasteirinho. Uma hora, quem sabe, seja preciso colocar os pés no chão, parar, para depois, recomeçar no ritmo certo.

A única diferença entre o balanço e o amor é que neste último não é possível balançar sozinho. Alguém empurrando, alguém sendo empurrado, alguém balançando e sendo balançado. Os papeis se invertem a todo momento, até que um enjoa e decide deixar o parquinho.

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