sábado, 29 de março de 2014

Leite adulterado e outras teorias

Triste mundo em que vivemos onde o lucro passou a ser mais importante que o bem estar dos nossos semelhantes.

Leite adulterado com formol, rede de fast-food que oferece aos seus clientes alimentos fora do prazo de validade, suplementos alimentares que deveriam "fazer bem à saúde" e que provam-se o contrário. Esse tipo de coisa só faz aumentar ainda mais a paranóia diária em uma simples visita ao supermercado. Passamos a duvidar de tudo e de todos, nem aqueles produtos que trazem no rótulo a palavra "orgânico" estão livres de julgamento. Quem garante que não passa de uma estratégia de marketing em tempos que a preocupação com a saúde está tão em moda?

Cada vez mais dou valor aos produtos que tenho como ter certeza da procedência, das frutas que posso colher no meu quintal e criar uma cabra para não depender dos leites industrializados passa a ser uma ideia nem tão maluca assim (apesar de estar fora de questão). Pesquisas como "leite de amêndoas como fazer" bombando no Google. 

Acredito que o melhor seria voltarmos a viver em comunidades menores, mas como isto não é possível,   deveríamos pelo menos incentivar os produtores locais. À primeira vista, parece uma ideia um tanto protencionista, até um pouco xenófoba, mas não. Aqui o intuito não seria um protencionismo mercantil, onde apenas quem está "dentro do círculo" pode vender, mas sim proteger a integridade física e a saúde dos seus cidadãos. Será que um produtor teria a mesma coragem de vender leite adulterado para os seus vizinhos, pessoas que ele conhece e convive? Ou a probabilidade de uma grande indústria, com vários intermediários, fazer isto seria maior?

A industrialização surgiu como facilitadora, já que seria um tanto quanto utópico uma cidade ou região produzir tudo o que precisa, alimentos, carros, roupas, eletrodomésticos, ser autosuficiente. Uma pena que em alguns casos está sendo utilizada para o "lado mau da força".  

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