domingo, 23 de fevereiro de 2014

Jane Austen feelings

Das muitas vezes que pensei em mudar de atividade profissional sempre cogito, assim como muitos, a carreira de escritora. Não parece ser a opção perfeita? Talvez seja culpa da visão romantizada que tenho dessa profissão. Afinal, é claro que tem as vantagens de poder trabalhar em casa ou em qualquer outro lugar que seja, poder conciliar com uma rotina de vida mais saudável e flexível, além de ser uma atividade um tanto quanto prazerosa, do tipo "choose a job you love, and you will never have to work a day in your life"*

Mas é claro que, como em qualquer outra profissão, também existem dificuldades. Por melhor que seja seu livro, há a possibilidade de ninguém querer publicá-lo. Se um dia for publicado (agora um pouco mais fácil em tempos de internet), ainda assim pode ser que ninguém tenha interesse em lê-lo. E, ainda, mesmo você sendo uma das raras exceções que tem a sorte (e o talento) para alcançar um relativo sucesso, provavelmente sofrerá com a pressão do segundo livro, as comparações, os prazos, os bloqueios criativos, etc, etc.


Tenho no meu computador um arquivo cheio de "ideias de roteiros" e rascunhos. Além de algumas pequenas crônicas escritas. Mas parece que a inspiração sempre chega quando não posso escrever. Quando encontro um tempo e sento para começar  a colocá-las no papel, as ideias insistem em fugir. Imagino que isso aconteça com todo escritor wannabe

Mas, assim como o desenho, penso que escrever requer prática. Uma vez li que Walt Stanchfield dizia que "We all have 10,000 bad drawings in us. The sooner we get them out the better", ou seja, todos nós temos 10 mil desenhos "ruins" em nós. Quanto antes colocarmos para fora menor. Concordo e acho que com a escrita é mais ou menos a mesma coisa. Quanto maior for a prática mais confortável e fácil é para extrair as ideias para o papel. Encontramos um estilo próprio de escrita e damos força àquela vozinha interior que insiste em continuar em nossas mentes. 

E assim vou continuando a escrever por lazer. Afinal, não há garantias que irá dar certo, mas se não você nunca tentar, já tem a resposta. Quem sabe algum dia um louco resolve parar para ler?

*Frase atribuída a Confúcio.

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